Incigap https://incigap.com.br Incigap - Instituto de Cirurgia e Gastroenterologia do Paraná -  (41) 3244-6677 Mon, 03 Aug 2020 14:30:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.6.2 Entenda as diferenças entre gastrite, dor de estômago e outros problemas digestivos https://incigap.com.br/entenda-as-diferencas-entre-gastrite-dor-de-estomago-e-outros-problemas-digestivos/ Mon, 03 Aug 2020 14:28:01 +0000 http://incigap.com.br/?p=539 Muito se fala da relação entre o estresse e as doenças cardiovasculares, como hipertensão e infarto. Mas e as doenças digestivas? Será que elas também estão ligadas ao estresse? De acordo com especialistas, existem diversas doenças que possuem a sua origem no estresse.

Certamente, todos já ouviram falar em gastrite ou má digestão. Há quem associe, inclusive, a episódios de alto estresse ou nervosismo. Em geral, a dor de estômago, azia, má digestão, enjoos e outros sintomas não são sinônimos de gastrite, mas sim de desconfortos que podem estar associados ao estresse e à má alimentação. Porém, existem outras várias doenças facilmente confundidas.

Uma delas, curiosamente, está associada ao intestino, considerado o “segundo cérebro”. Tal título deve-se ao fato do órgão possuir um sistema nervoso próprio, que libera substâncias digestivas e controla os movimentos de todo o sistema digestório. Além disso, o sistema também produz a serotonina, um neurotransmissor que causa bem-estar. Isso explica porque problemas digestivos e estresse estão intimamente ligados e ambos interagem enviando mensagens.

A médica gastroenterologista cooperada da Unimed Curitiba, Danielle Kiatkoski, destaca que a microbiota (soma de todos microrganismos que habitam o trato digestivo, composto principalmente de bactérias ‘boas ou ruins’) também está envolvida nesse processo. “Dietas ricas em gorduras aumentam as bactérias nocivas e matam as do ‘bem’, com isso há aumento da formação de gases, distensão e desconforto abdominal”, explica.

De uma forma geral, as pessoas apresentam diferentes reações ao estresse. Não existe uma regra. Porém, diarreia, perda de apetite, dor abdominal e azia são os sintomas mais comumente encontrados.

A especialista em Gastrenterologia lembra que o corpo envia sinais o tempo todo, cabe a nós interpretá-los. “Se nesse período de quarentena você estiver com sintomas digestivos como azia, dor abdominal, queimação, diarreia ou constipação, primeiro reveja sua rotina. Como está sua saúde emocional? Está adaptado as mudanças? Como pode diminuir seu estresse? Sua alimentação está adequada? Não estamos em férias, não podemos nos comportar com o se todos os dias fossem domingo. Tire um tempo para relaxar, fazer uma atividade física ou ouvir uma boa música. Lembre-se de incluir alimentos frescos em sua alimentação, não usar temperos prontos e não abusar de refrigerantes ou sucos industrializados. Prepare suas refeições e aproveite esse tempo para ficar em família, incorporando essa prática a sua nova rotina”, orienta.

A orientação é sempre procurar um médico se houver a persistência dos sintomas, sangue nas fezes, perda inexplicável de peso ou desconforto digestivo que impeça a alimentação habitual.

 

Créditos: Revista Top View

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Restrições alimentares na adolescência https://incigap.com.br/restricoes-alimentares-na-adolescencia/ Thu, 23 Jul 2020 19:53:38 +0000 http://incigap.com.br/?p=535 Confira a live da Dra. Danielle Kiatkoski especialista em doenças celíacas com o Dr. Cleverson Kaio psiquiatra mestre em saúde da criança e do adolescente sobre restrições alimentares na adolescência do ponto de vista comportamental! No vídeo você conta com orientações para melhor lidar com esse quadro, assista clicando no link:

 

https://www.instagram.com/tv/CCwO6pDJcWY/?igshid=ddgpky2tann8

 

 

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Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca e o novo coronavírus https://incigap.com.br/sensibilidade-ao-gluten-nao-celiaca-e-o-novo-coronavirus/ Fri, 03 Apr 2020 20:47:04 +0000 http://incigap.com.br/?p=513 A Sensibilidade ao glúten não celíaca – SGNC é um diagnóstico de exclusão, ou seja, indivíduos que já descartaram Doença Celíaca e Alergia ao Trigo, porém apresentam desconforto importante em resposta a ingesta de glúten. Para confirmação é realizado um teste onde inicia-se dieta isenta de glúten com remissão dos sintomas.

Essa condição é pouco estudada e muitas perguntas permanecem sem respostas, ainda temos muito a esclarecer. Os sintomas assemelham-se a Doença Celíaca e a Síndrome do Intestino Irritável, e, podem ir desde desconforto abdominal até dor incapacitante.  Sintomas inespecíficos como cefaleia, náuseas e fadiga também podem estar presentes.

Não temos evidências suficientes que comprovem que Sensíveis ao glúten possam seguir uma dieta sem glúten sem fazer controle da contaminação cruzada. Novas pesquisas estão em andamento, porém, hoje o consenso diz que sensíveis ao glúten devem seguir a dieta isenta de glúten – DIG sem transgressões e tomando todos os cuidados em relação a contaminação cruzada. Muitos sensíveis ao glúten se sentem no direito de comer pequenas porções de glúten “de vez em quando”, entretanto infelizmente não temos como aferir o dano que essa escapadela pode causar.

Nos últimos dias nos vimos bombardeados por informações sobre a pandemia da COVID-19. A cada dia surgem novas dúvidas e novos protocolos. O que sabemos é que precisamos de todas as nossas “armas” para combatermos esse vírus, por isso é tão importante tomarmos todos os cuidados.

Como o Sensível ao glúten não celíaco pode se proteger?

Mantendo o isolamento social e uma vida saudável.

Boas condições de higiene, sono regular e atividade física contribuem muito. Várias academias estão disponibilizando aulas on-line, procure uma atividade com a qual se identifique e reserve um momento para você. Cuide da sua saúde mental, aproveite o isolamento para ler aquele livro esquecido na estante, retome seu bordado ou faça os reparos na sua casa que há tempos vem sendo adiados.

Lembre-se de lavar as mãos com água e sabão a todo momento, guarde o álcool gel para quando isso não for possível. Caso a sua atividade profissional não permita o isolamento social tente usar transporte público em horários com menor movimento e higienize frequentemente seu instrumento de trabalho. Procure manter as janelas abertas, os ambientes bem ventilados e evite aglomerações. Alguns hábitos que já estão incorporados em sua rotina tornam-se ainda mais importantes, nada de compartilhar objetos pessoais ou dividir copos e talheres.

As informações sobre a COVID-19 são muito dinâmicas. O Governo está estudando a possibilidade de mudar a recomendação quanto ao uso de máscara por indivíduos assintomáticos. Essa orientação é bastante controversa, embora não existam estudos que comprovem a eficácia, alguns infectologistas acreditam que possa fazer diferença e diminuir a possibilidade de contágio. Lembre-se que a máscara descartável tipo cirúrgica deve ser trocada a cada 4 horas ou sempre que estiver úmida. Caso use máscaras de tecido elas devem ser de tecido duplo. Assim que retornar para sua casa elas devem ser lavadas e de preferência fervidas,

Não esqueça que sua maior aliada nessa batalha é a dieta isenta de glúten sem contaminação cruzada. Cuide-se!

Dra. Danielle de Castro Kiatkoski
CRM 14254 Pr
Gastroenterologista do INCIGAP / Curitiba – PR

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Entrevista da Dra Danielle no Dia Estadual do Celíaco – Bom Dia Paraná https://incigap.com.br/entrevista-da-dra-danielle-no-dia-estadual-do-celiaco-bom-dia-parana/ Wed, 22 May 2019 20:11:28 +0000 http://incigap.com.br/?p=465 Bom Dia Paraná  – 20 mai 2019

Quem tem intolerância a glúten, precisa ter cuidados com a alimentação

No Dia Estadual dos Celíacos, conheça mais sobre a rotina de quem convive com esta restrição alimentar.

Assista a entrevista da Dra. Danielle Kiatkoski, especialista no assunto, clicando aqui

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Contaminação cruzada https://incigap.com.br/contaminacao-cruzada/ Wed, 19 Dec 2018 17:38:48 +0000 http://incigap.com.br/?p=433

Contaminação Cruzada

Todo celíaco sabe que o conter e o não conter glúten até que não é grande problema. O nosso maior fantasma e temor é sem duvida a contaminação cruzada no dia a dia, e foi sobre isso que conversamos com a Dra. Danielle, gastroenterologista.

 

1 – Pode nos explicar o que é contaminação cruzada?

A contaminação cruzada é a presença de partículas de glúten em alimentos ou utensílios que originalmente não deveriam ter. Essa contaminação pode acontecer durante o plantio, colheita, armazenamento ou preparo dos alimentos.  Muitos produtos rotulados com “Não contem glúten” apresentam quantidades mínimas em sua composição e não podem ser consumidos por celíacos. Por exemplo, um produto sem glúten embalado na mesma máquina que se embala produtos com glúten. A contaminação também é frequente em silos de armazenagem e transporte de alimentos, por isso todas as vezes que descobrir um produto novo isento de glúten o celíaco deve entrar em contato com o SAC para verificar se é seguro para o consumo. Outro exemplo clássico é o reaproveitamento de óleo para frituras, em um mesmo recipiente frita-se pastel e batatas, certamente partículas de glúten vão aderir as batatas causando danos ao celíaco.

 

2-      Os efeitos da contaminação, estar exposto é igual a ingerir o glúten?

Sim, infelizmente os danos são semelhantes, porém como parte dos celíacos é assintomático não percebe o mal que o contato com o glúten está causando, somente nos exames de rotina que terá ciência das lesões.

 

3-      Por que nem todos os celíacos aceitam a existência da contaminação cruzada, seria negação?

Evitar a contaminação cruzada é uma batalha diária, muitos não aceitam e não enfrentam o desafio até mesmo por comodidade, acham “exagero” desnecessário. Alguns apresentam reações graves com a contaminação cruzada, entretanto outros permanecem assintomáticos, o que dificulta a adesão à vida sem glúten.

 

4-      Fui diagnosticada em 2012 e tratada dois anos por um gastro que não me falou da contaminação cruzada, adoeci muito em 2015 e por sorte encontrei um médico que me orientou de forma correta. Conversando com outros celíacos percebi q isso acontecia com uma certa frequência. Por que isso acontece, alguma ideia? Por que nem todos os médicos conhecem a Contaminaçao cruzada?

A Doença Celíaca é uma patologia pouco estudada durante o curso de medicina, geralmente é vista em uma única aula na pediatria e depois junto com outras diarreias na disciplina de gastroenterologia, por vezes a contaminação cruzada sequer é citada. Desconheço ambulatório específico nos hospitais públicos, precisamos de políticas públicas que ajudem a conscientizar profissionais da saúde e a população em geral.

 

5- Quais são os riscos pra a saúde de um celíaco que mora numa casa glutenada?

O celíaco que vive em casa glutinada está morando com o inimigo! Está constantemente exposto e contaminado. Imagine uma faca passando geleia em um pão e retornando ao pote, certamente fragmentos de pão ficarão aderidos nela, em seguida o celíaco com uma nova faca usa a mesma geleia para seu pão sem glúten, impossível que não haja contaminação. Eletrodomésticos também são fontes importantes de contaminação: torradeiras, liquidificadores, batedeiras, etc. Devemos destacar que a farinha utilizada no preparo dos alimentos permanece no ar durante 24 horas e assim contamina todo o ambiente ao seu redor. Se uma cozinheira estiver em contato direto com o glúten, amassando um pão, por exemplo, e em seguida pegar na porta da geladeira parte do glúten de suas mãos será transferido para a geladeira.

É importante lembrar que animais domésticos que convivem com o celíaco também precisam ingerir ração sem glúten, esses animais, além de carregarem o glúten em seu pelo espalhando pela casa, frequentemente lambem seus tutores.

 

6- Que sintomas um celíaco pode apresentar quando e contaminado?

Os celíacos apresentam sintomatologia muito diversa frente à contaminação, um mesmo paciente poderá comportar-se de maneira diferente exposto ao mesmo alimento. Os sintomas mais comuns são dor e distensão abdominal importante, diarreia ou constipação, lesões de pele, fadiga, dor nas articulações, flatulência, sensação de amortecimento no corpo. É importante lembramos que alguns são assintomáticos mesmo ingerindo glúten.

 

7-      No caso dos assintomáticos, é mais difícil conscientiza-los? Correm mais riscos que os sintomáticos?

Sim, com certeza! Muitos argumentam que não ficam mal ao ingerir o glúten desprezando as lesões intestinais que apresentam. Além disso, para eles é muito mais difícil saber quando e onde foram contaminados, esses pacientes devem ter muito mais atenção e cuidado com o que ingerem. Não existe grau de Doença Celíaca, o fato de não apresentar sintomas não significa que tenha uma forma leve da doença. Uma vez diagnosticado a restrição de glúten deve ser total.

 

8-      Recebemos muitos desabafos de celíacos os familiares no geral não acreditam nos efeitos nocivos da contaminação e fazem pouco caso, como proceder?

Um dos grandes desafios que os celíacos e profissionais de saúde enfrentam é em relação à conscientização dos familiares. Se não houver engajamento da família é muito difícil que tenhamos uma boa evolução da Doença Celíaca. Todos em casa têm que aderir a dieta o ideal é levá-los as consultas e as reuniões de associações de pacientes. A Acelbra faz um excelente trabalho e participar das reuniões é uma maneira de estar sempre atualizado em relação a cuidados e produtos seguros.  É importante que amigos e familiares tenham informações sobrea a doença, não insistem na exposição ao glúten por maldade e sim por ignorar as consequências.  Existem 5 coisas que o celíco gostaria muito que todos soubessem:

– Dieta para celíaco não é moda, não é uma opção.

– Só um pouquinho de glúten pode causar transtornos enormes.

– Há muita diferença entre alimento sem glúten e alimento seguro para celíaco.

– Contaminação cruzada não é frescura.

– Sua falta de respeito e empatia pode matá-lo.

 

9- Esses cuidados são para celíacos, Sensiveis ao glúten não celíacos?

Sim, hoje não distinção na dieta, porém, devemos lembrar que  a Sensibilidade ao glúten não celíaca ainda é pouco conhecida.

 

10- Por fim poderia deixar alguma mensagem pro celíaco que está bem, foi diagnosticado, mas esta bem de saúde? Falo isso porque eu não tive a sorte de saber sobre contaminação antes de adoecer, vale a pena cuidar não vale?

É muito mais fácil manter a saúde do que resgatá-la! Um celíaco exposto à contaminação acaba desenvolvendo complicações como osteoporose, infertilidade, deficiência de vitaminas e até mesmo câncer de intestino. A vida sem glúten é a única opção!

 

Danielle de Castro Kiatkoski, CRM 14254 Pr, é graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Per-oral. Desde o início da prática clínica se dedica ao estudo da Doença Celíaca e hoje esses pacientes representam grande parte do seu consultório. goo.gl/5MTqvd

Revisão:  Marilza Conceição

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Diverticulite ou Diverticulose? O que tenho afinal? https://incigap.com.br/diverticulite-ou-diverticulose-o-que-tenho-afinal/ Tue, 04 Sep 2018 14:43:36 +0000 http://incigap.com.br/?p=426 Muitos mitos e dúvidas acompanham o diagnóstico de Doença Diverticular, que problema de saúde é esse?

Divertículos são pequenos sacos que podem aparecer ao longo do tubo digestivo. Em grande parte dos pacientes a presença de divertículos é assintomática e o diagnóstico só é realizado em investigação de rotina através de colonoscopia. Mas afinal a doença chama-se Diverticulite ou Diverticulose?

A Diverticulose é a presença de divertículos no colon, predomina no sigmoide (perto do reto) e geralmente acontece em populações com baixo consumo de fibras. A alimentação rica em carboidratos ou proteínas forma menor quantidade de bolo fecal, aumenta a pressão dentro dos colons e propicia o surgimento dos divertículos onde houver fragilidade da parede intestinal. O envelhecimento também contribui, pois há perda da elasticidade natural da parede.Grande parte da população acima de 60 anos apresenta Diverticulose assintomática ou com poucas queixas e muito inespecíficas:

– Dor leve ou desconforto abdominal, principalmente do lado esquerdo (sigmoide),

– Distensão (estufamento),

– Flatulência (gases),

– Alteração do hábito intestinal (constipação ou diarréia).

A Diverticulose quando não tratada ou acompanhada de forma correta pode trazer complicações e levar a hospitalização e cirurgia.

Diverticulite é uma complicação da Diverticulose que acontece por inflamação dos divertículos desencadeada por resíduos fecais que causam obstrução de sua luz. A Diverticulite pode apresentar complicações graves como infecção, sangramento e até mesmo perfuração de intestino. Se houver perfuração e extravasamento do conteúdo intestinal para a cavidade abdominal ocorre a peritonite. De acordo com a gravidade do quadro o paciente pode apresentar dor intensa, febre, náuseas e vômitos. Assim que o diagnóstico for confirmado inicia-se o tratamento para controle da infecção ou da inflamação e evitar as complicações. Em geral os pacientes respondem bem ao tratamento, porém, alguns necessitam de cirurgia de emergência para drenagem e até mesmo retirada de parte do intestino para evitar maiores complicações.

O tratamento da Diverticulose será definido pelo seu médico de acordo com a evolução do quadro, mas muitas vezes não há necessidade de medicamentos. Pacientes que nunca apresentaram Diverticulite devem seguir dicas nutricionais e de hábitos de vida para manterem-se saudáveis;

– Dieta rica em fibras,

– Atividade física regular,

– Evitar a obesidade,

– Tomar bastante líquido,

É importante procurar imediatamente seu médico de confiança caso apresente algum desses sintomas ou sinais de alerta:

– Dor abdominal intensa,

– Sangramento,

– Constipação ou diarreia,

– Parada da eliminação de gases e fezes,

– Febre e calafrios,

– Mal estar geral.

Alguns pacientes terão mais de uma crise ao longo da vida, portanto consulte seu médico para receber orientação adequada.

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Cuidado nunca é demais! https://incigap.com.br/cuidado-nunca-e-demais/ Fri, 31 Aug 2018 15:42:32 +0000 http://incigap.com.br/?p=421 Cedo ou tarde nossos familiares envelhecem e nos deparamos com uma inversão de papeis: de protegidos a protetores. Em algum momento precisarão de auxílio nas tarefas diárias e na organização de suas rotinas. Quando devemos assumir esse papel? A situação é delicada para ambos, pois a percepção da finitude da vida assusta pais e filhos. Alguns se tornam dependentes e precisam ser cuidados em tempo integral, porém outros são ativos, ainda trabalham e são capazes de gerenciar suas vidas. Entretanto o conhecimento do processo de envelhecimento pode nos ajudar a compreender sinais de dependência e estabelecer proximidade preservando a privacidade e autonomia. Difícil não é mesmo? Como manter esse “cuidado à distância”?

Na rotina do consultório nos deparamos com dificuldades dos cuidadores a respeito do dia a dia de seus idosos. Como médicos, enfrentamos também grandes desafios! O idoso tem autonomia para ir às consultas sozinho? Sabe informar adequadamente sua condição clínica? Como a família poderia auxiliá-lo levando em consideração que superproteção envelhece e adoece? Grande parte dos problemas se resolve com comunicação eficaz: família-idoso- profissionais da saúde. A escuta atenta, interessada, respeitando as diferenças sem desqualificar as queixas. Para prestarmos atendimento integral e de qualidade a participação da família é essencial, pois precisamos avaliar queixas imediatas e também considerar fatos e situações sociais, econômicas, familiares e emocionais.

A família pode auxiliar verificando se a rotina dos idosos é saudável: hábitos alimentares e de higiene, se a medicação prescrita está sendo usada de forma adequada, propiciando momentos de lazer e incentivando a prática de atividade física.

E quanto às consultas médicas? Como agir? Devemos interferir mesmo que nossos idosos sejam independentes?

Sim! Podemos ajudar oferecendo ferramentas para que a comunicação com o médico seja satisfatória. Tabelas em letras grandes colada local visível, por exemplo, ajuda na organização de horários de medicamentos e atividades diárias. Manter lista atualizada de medicamentos com posologia e modo de usar que possa ser carregada na carteira também é fundamental. A maior dificuldade que temos no consultório é tentar descobrir qual é o “comprimido pequeno e amarelinho” tomado todos os dias, a demora em obtermos essa informação gera angústia e impotência no paciente que se percebe inapto a informar sobre si mesmo. Esta semana atendi uma senhora de 80 anos muito simpática, toda falante e independente, quando perguntei quais os medicamentos que usava fui surpreendida por uma tabela plastificada caprichosamente elaborada. Cheia de orgulho explicou que uma das filhas organiza e atualiza frequentemente mantendo no verso os telefones importantes de parentes próximos, médicos, emergência, etc. Quanto carinho e cuidado numa ação tão simples! A paciente, muito lúcida e ativa, talvez pudesse lembrar sozinha de todos os seus medicamentos, cirurgias a que foi submetida e médicos que a acompanham, mas certamente sente-se mais segura carregando consigo as informações escritas.

O papel da família é dar acesso, encontrar uma solução criando condições adequadas para envelhecimento com autonomia e qualidade.

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Guria, cortei o glúten! https://incigap.com.br/guria-cortei-o-gluten/ Fri, 31 Aug 2018 15:27:10 +0000 http://incigap.com.br/?p=418 Mariana e Patrícia foram BFF durante todo o ensino fundamental, quando uma delas

mudou de cidade perderam o contato, e agora 15 anos depois, se encontraram numa dessas

lojas de produtos naturais sem glúten, lactose, etc. Mariana seguindo a tendência da moda

logo dispara orgulhosa:

– Guria, cortei o glúten!

Patrícia descobriu uma Doença Celíaca logo após sua primeira gestação. Qual a diferença entre elas?Mariana quer perder peso, ganhar disposição e seguindo a orientação da nutricionista fará uma dieta sem glúten por curto período. Já Patrícia não tem opção, tem uma doença auto-imune desencadeada pelo glúten. A ingestão de glúten mesmo que em pequenas quantidades leva a uma reação imunológica contra o próprio intestino delgado que causa lesões na mucosa e impedem a absorção de nutrientes. A Doença Celíaca é genética,geralmente aparece na infância quando se inicia a dieta com “papinhas”, mas pode surgir em qualquer idade. Os sintomas são muito variáveis e podem incluir dor abdominal, diarreia,anemia, distensão abdominal, abortos de repetição, infertilidade, irritabilidade, constipação,fadiga, etc.

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, como anticorpos antigliadina,antiendomísio e antitransglutaminas e que quando positivos sugerem Doença Celíaca, para a confirmação realiza-se biopsia de intestino delgado com vários fragmentos. O teste genético também pode ser utilizado.

O tratamento consiste na exclusão de alimentos que apresentem glúten: trigo, centeio,cevada e malte. Além do glúten que “enxergamos” deve-se prestar atenção a composição e processo de fabricação dos alimentos. Você sabia que vodca, achocolatados e até mesmo um simples cafezinho podem conter glúten? Ler rótulos é fundamental! Se você é celíaco não pode comer “só um pedacinho” do alimento com glúten, a dieta deve ser rigorosa e cheia de cuidados. Não pode usar a mesma frigideira de óleo para fritar alimentos com glúten, os mesmos talheres para manipular alimentos, torradeiras, liquidificadores, esponjas de lavar louça, etc. essas medidas evitam a famosa contaminação cruzada!

Por isso que quando vemos propagandas de restaurantes com opções sem glúten precisamos perguntar como o alimento foi processado, será que a cozinha está realmente preparada para produzir alimentos sem glúten? Esse cuidado não é frescura! O celíaco além de passar mal com a ingestão do glúten tem maior probabilidade de desenvolver câncer de intestino delgado se a dieta não for seguida rigorosamente. Hoje temos várias opções disponíveis no mercado, porém os produtos geralmente são caros e encontrados em lojas específicas, dificultando a vida do paciente celíaco.

Imaginem que celíacos levam suas refeições para o trabalho, festas, casas de amigos e até mesmo restaurantes. Em viagens devem estudar seu destino e não podem esquecer del evar snacks na mala de mão. Algumas companhias áreas oferecem refeição sem glúten se solicitados previamente, porém ainda são minoria. Em Curitiba já dispomos de opções gostosas e até mesmo um restaurante descolado onde glúten não entra. Na prática percebemos que o celíaco produz muito de seus alimentos em casa e vários sites podem ajudar:

www.glutenfree.pt,

www.semglutensemlactose.com,

www.specialgourmets.com,

HTTP://semglutenporfavor.blogspot.com.br.

Um bom acompanhamento de gastroenterologista e nutricionista é fundamental para evitar complicações futuras e orientar adequadamente a dieta.

Após terminarem suas compras Mariana e Patrícia foram tomar um café para colocaras novidades em dia. Mariana rapidamente pediu um café e um pão de queijo, enquanto Patrícia chama o gerente para saber se a cevada é misturada ao café e dispensa a bolachinha que acompanha a bebida. Ambas seguindo suas dietas sem glúten porém muito diferentes!

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No meio do caminho tinha uma pedra… https://incigap.com.br/no-meio-do-caminho-tinha-uma-pedra/ Fri, 31 Aug 2018 15:08:45 +0000 http://incigap.com.br/?p=414 Há bastante tempo atrás Curitiba viveu a efervescência do UFC, ingressos que se esgotaram rapidamente, debates inflamados, 45.000 pessoas presentes e a possibilidade de ver o astro Anderson Silva . O UFC 198 foi o maior evento desse tipo realizado no país. Há dias do espetáculo uma notícia decepcionante: Anderson Silva estava fora!

Uma colecistite aguda o afastou do octógono. A colecistite é uma inflamação da vesícula decorrente da obstrução do canal biliar. Em 90% dos casos ocorre pela presença de litíase, o chamado cálculo ou pedra na vesícula.”
“A vesícula é um pequeno órgão localizado junto ao fígado e tem como função armazenar a bile. O fígado produz a bile e envia para a vesícula, após a alimentação ela se contrai eliminando a bile na luz do intestino. A função básica da bile é digerir as gorduras e ajudar na absorção de nutrientes como as vitaminas A, D, E e K. Os cálculos se formam quando há um desequilíbrio nos elementos que compõe a bile e 75% deles são formados por colesterol. Muitas vezes os cálculos são assintomáticos, entretanto algumas pessoas sentem dor no lado direito do abdome após a alimentação podendo ser acompanhada por febre, náuseas ou vômitos. Essas crises de dor podem ser repetitivas ou vir de forma súbita como no caso de Anderson Silva. O diagnóstico é feito através de ultrassonografia (ecografia) de abdome.

Alguns fatores aumentam o risco da formação de litíase biliar: Mulheres, acima de 45 anos, sobrepeso, história familiar de litíase, múltiplas gestações e diabetes. O tratamento para a pedra na vesícula é a retirada total do órgão, não adianta remover somente as pedras. Essa cirurgia pode ser feita no método tradicional (cirurgia aberta)ou por laparoscopia. Segundo Dr. Fabiano Elias, Cirurgião do Aparelho Digestivo do Incigap – Instituto de Cirurgia e Gastroenterologia do Paraná, hoje em dia a cirurgia é feita por laparoscopia, salvo em situações clínicas bem específicas que possam contraindicar a cirurgia por vídeo. Entre as vantagens da laparoscopia o Dr. Fabiano cita menos dor no pós-operatório, cicatriz menor e recuperação mais rápida. A maioria dos pacientes tem alta no dia seguinte a cirurgia.

O Dr. Fabiano alerta sobre os riscos de permanecer com as pedras na vesícula. Pode ocorrer inflamação da vesícula biliar (colecistite aguda) e necessidade de cirurgia de emergência. Outra situação preocupante é quando os cálculos tentam sair da vesícula e obstruem via biliar promovendo icterícia (cor amarelada nos olhos e pele) ou ainda em maior gravidade migram para o pâncreas. No pâncreas causam inflamação que dependendo da intensidade pode ser muito grave e com altos índices de mortalidade.

Vamos remover as pedras do seu caminho?

 

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ENDOMETRIOSE, E AGORA? https://incigap.com.br/endometriose-e-agora/ Fri, 31 Aug 2018 14:25:45 +0000 http://incigap.com.br/?p=411 Foram décadas de luta para que as mulheres adquirissem o direito de retardar a maternidade, investir na carreira e escolher com quem, como (e se) querem casar. Demorou, mas a sociedade parece ter entendido – só que a natureza não. Nada menos que 6 milhões de brasileiras têm endometriose, a chamada “doença da mulher moderna”. Ela acomete principalmente mulheres por volta dos 30 anos, que ainda não têm filhos, trabalham muito e vivem em grandes centros urbanos. O mais assustador é que ela é, hoje, a principal causa da infertilidade feminina.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endometriose 53% das brasileiras desconhece a doença. Muitas mulheres fazem cirurgia sem saber ao certo o que é essa doença. O desconhecimento do quadro se dá também entre os médicos. “Uma paciente com endometriose passa, em média, por cinco ginecologistas e demora entre sete e dez anos para conseguir diagnóstico e tratamento corretos”, afirma o ginecologista Sérgio Podgaec, presidente da Comissão Especializada em Endometriose da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia). Isso porque a ideia de que “ter cólica é normal” ainda predomina.

Afinal, o que é exatamente a endometriose?

O Dr. Leonardo Benedetti, Ginecologista e obstetra especialista em endometriose explica que a endometriose ocorre como resultado de um processo chamado menstruação retrógrada, no qual parte do fluxo menstrual percorre as tubas uterinas em direção à cavidade pélvica. Isso faz com que algumas células do endométrio (tecido que reveste o útero) cheguem à cavidade abdominal e pélvica e se instalem nas tubas uterinas, ovários, bexiga, intestino e outros órgãos.

O Dr. Benedetti ressalta que muitos fatores estão associados a endometriose inclusive predisposição genética. Uma mulher cuja mãe ou irmã tem endometriose apresenta seis vezes mais probabilidade de desenvolver a doença do que as mulheres em geral. Outros possíveis fatores de risco: Começar a menstruar muito cedo, nunca ter tido filhos, ciclos menstruais freqüentes, menstruações que duram sete dias ou mais.

O principal sintoma na endometriose é a cólica menstrual, também chamada de dismenorréia. As cólicas geralmente são intensas e progressivas, ou seja, a mulher precisa cada vez de mais remédios analgésicos para conviver com ela.

A dor durante a relação sexual também é um sintoma frequente e em algumas mulheres impossibilita a atividade sexual. Outro sintoma comum é a infertilidade: 30% das mulheres com infertilidade têm a endometriose como causa principal. Além dos sintomas ginecológicos as portadoras de endometriose podem apresentar intestino preso, sangramento nas fezes ou na urina, alterações de sono e até mesmo depressão. Toda essa sintomatologia costuma prejudicar a vida social, familiar e certamente tem impacto negativo no trabalho.

O diagnóstico da endometriose é difícil e envolve exames de imagem, laboratório e até mesmo laparoscopia.

“Segundo Dr. Benedetti não há um tratamento padrão, cada paciente deve ser avaliada forma única, sua história, idade e desejo reprodutivo imediato ou tardio vão permitir ao médico propor o tratamento ideal: medicamentoso ou cirúrgico. É fundamental que após tratamento a paciente faça um seguimento rigoroso com seu médico, pois quem desenvolve endometriose uma vez tem alta chance de apresentá-la novamente. Para evitar que isso aconteça, utilizamos o que chamamos de prevenção secundária para endometriose cujo objetivo é bloquear a menstruação.

A Nutricionista Thaisa Stavitzki alerta que alguns estudos sugerem que uma dieta equilibrada ajuda a controlar os sintomas da doença, fortalecendo o sistema imunológico e reduzindo a inflamação.

Dessa forma, durante o tratamento da endometriose, é importante evitar:

-Produtos industrializados, muito processados e lotados de aditivos químicos.

-Açúcar, doces em geral, produtos feitos a partir de carboidratos refinados (muito

-Gordura hidrogenada ou trans presente em produtos industrializados (margarinas, bolachas,

Nessa fase, recomenda-se a ingestão de alimentos ricos em ômega 3, vitamina C, Vitamina E, Frutas, verduras, selênio (castanha do Brasil, alho, cebola, milho, nozes), polifenóis (uva, jabuticaba e frutas vermelhas em geral), EGCG (Chá verde), azeite de oliva, vitaminas do complexo B. processados e pobre em fibras) e adoçantes artificiais;

Para aquelas mulheres que tem seu diagnóstico confirmado e iniciam essa difícil caminhada o Dr. Benedetti recomenda que conheçam o GAPENDI – Grupo de Apoio às Portadoras de Endometriose e Infertilidade, idealizado e formado por pacientes que sabem bem como é conviver com uma doença tão dolorosa, enigmática e difícil de tratar. Todas as participantes vivenciaram (e ainda vivenciam) as dores que a Endometriose causa, tanto físicas quanto emocionais. Porém, ao se unirem, percebem que a amizade e o apoio mútuo podem fazer toda a diferença nesta árdua jornada.

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