Celíacos – Incigap https://incigap.com.br Incigap - Instituto de Cirurgia e Gastroenterologia do Paraná -  (41) 3244-6677 Thu, 23 Jul 2020 19:53:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.6.2 Restrições alimentares na adolescência https://incigap.com.br/restricoes-alimentares-na-adolescencia/ Thu, 23 Jul 2020 19:53:38 +0000 http://incigap.com.br/?p=535 Confira a live da Dra. Danielle Kiatkoski especialista em doenças celíacas com o Dr. Cleverson Kaio psiquiatra mestre em saúde da criança e do adolescente sobre restrições alimentares na adolescência do ponto de vista comportamental! No vídeo você conta com orientações para melhor lidar com esse quadro, assista clicando no link:

 

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Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca e o novo coronavírus https://incigap.com.br/sensibilidade-ao-gluten-nao-celiaca-e-o-novo-coronavirus/ Fri, 03 Apr 2020 20:47:04 +0000 http://incigap.com.br/?p=513 A Sensibilidade ao glúten não celíaca – SGNC é um diagnóstico de exclusão, ou seja, indivíduos que já descartaram Doença Celíaca e Alergia ao Trigo, porém apresentam desconforto importante em resposta a ingesta de glúten. Para confirmação é realizado um teste onde inicia-se dieta isenta de glúten com remissão dos sintomas.

Essa condição é pouco estudada e muitas perguntas permanecem sem respostas, ainda temos muito a esclarecer. Os sintomas assemelham-se a Doença Celíaca e a Síndrome do Intestino Irritável, e, podem ir desde desconforto abdominal até dor incapacitante.  Sintomas inespecíficos como cefaleia, náuseas e fadiga também podem estar presentes.

Não temos evidências suficientes que comprovem que Sensíveis ao glúten possam seguir uma dieta sem glúten sem fazer controle da contaminação cruzada. Novas pesquisas estão em andamento, porém, hoje o consenso diz que sensíveis ao glúten devem seguir a dieta isenta de glúten – DIG sem transgressões e tomando todos os cuidados em relação a contaminação cruzada. Muitos sensíveis ao glúten se sentem no direito de comer pequenas porções de glúten “de vez em quando”, entretanto infelizmente não temos como aferir o dano que essa escapadela pode causar.

Nos últimos dias nos vimos bombardeados por informações sobre a pandemia da COVID-19. A cada dia surgem novas dúvidas e novos protocolos. O que sabemos é que precisamos de todas as nossas “armas” para combatermos esse vírus, por isso é tão importante tomarmos todos os cuidados.

Como o Sensível ao glúten não celíaco pode se proteger?

Mantendo o isolamento social e uma vida saudável.

Boas condições de higiene, sono regular e atividade física contribuem muito. Várias academias estão disponibilizando aulas on-line, procure uma atividade com a qual se identifique e reserve um momento para você. Cuide da sua saúde mental, aproveite o isolamento para ler aquele livro esquecido na estante, retome seu bordado ou faça os reparos na sua casa que há tempos vem sendo adiados.

Lembre-se de lavar as mãos com água e sabão a todo momento, guarde o álcool gel para quando isso não for possível. Caso a sua atividade profissional não permita o isolamento social tente usar transporte público em horários com menor movimento e higienize frequentemente seu instrumento de trabalho. Procure manter as janelas abertas, os ambientes bem ventilados e evite aglomerações. Alguns hábitos que já estão incorporados em sua rotina tornam-se ainda mais importantes, nada de compartilhar objetos pessoais ou dividir copos e talheres.

As informações sobre a COVID-19 são muito dinâmicas. O Governo está estudando a possibilidade de mudar a recomendação quanto ao uso de máscara por indivíduos assintomáticos. Essa orientação é bastante controversa, embora não existam estudos que comprovem a eficácia, alguns infectologistas acreditam que possa fazer diferença e diminuir a possibilidade de contágio. Lembre-se que a máscara descartável tipo cirúrgica deve ser trocada a cada 4 horas ou sempre que estiver úmida. Caso use máscaras de tecido elas devem ser de tecido duplo. Assim que retornar para sua casa elas devem ser lavadas e de preferência fervidas,

Não esqueça que sua maior aliada nessa batalha é a dieta isenta de glúten sem contaminação cruzada. Cuide-se!

Dra. Danielle de Castro Kiatkoski
CRM 14254 Pr
Gastroenterologista do INCIGAP / Curitiba – PR

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Entrevista da Dra Danielle no Dia Estadual do Celíaco – Bom Dia Paraná https://incigap.com.br/entrevista-da-dra-danielle-no-dia-estadual-do-celiaco-bom-dia-parana/ Wed, 22 May 2019 20:11:28 +0000 http://incigap.com.br/?p=465 Bom Dia Paraná  – 20 mai 2019

Quem tem intolerância a glúten, precisa ter cuidados com a alimentação

No Dia Estadual dos Celíacos, conheça mais sobre a rotina de quem convive com esta restrição alimentar.

Assista a entrevista da Dra. Danielle Kiatkoski, especialista no assunto, clicando aqui

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Contaminação cruzada https://incigap.com.br/contaminacao-cruzada/ Wed, 19 Dec 2018 17:38:48 +0000 http://incigap.com.br/?p=433

Contaminação Cruzada

Todo celíaco sabe que o conter e o não conter glúten até que não é grande problema. O nosso maior fantasma e temor é sem duvida a contaminação cruzada no dia a dia, e foi sobre isso que conversamos com a Dra. Danielle, gastroenterologista.

 

1 – Pode nos explicar o que é contaminação cruzada?

A contaminação cruzada é a presença de partículas de glúten em alimentos ou utensílios que originalmente não deveriam ter. Essa contaminação pode acontecer durante o plantio, colheita, armazenamento ou preparo dos alimentos.  Muitos produtos rotulados com “Não contem glúten” apresentam quantidades mínimas em sua composição e não podem ser consumidos por celíacos. Por exemplo, um produto sem glúten embalado na mesma máquina que se embala produtos com glúten. A contaminação também é frequente em silos de armazenagem e transporte de alimentos, por isso todas as vezes que descobrir um produto novo isento de glúten o celíaco deve entrar em contato com o SAC para verificar se é seguro para o consumo. Outro exemplo clássico é o reaproveitamento de óleo para frituras, em um mesmo recipiente frita-se pastel e batatas, certamente partículas de glúten vão aderir as batatas causando danos ao celíaco.

 

2-      Os efeitos da contaminação, estar exposto é igual a ingerir o glúten?

Sim, infelizmente os danos são semelhantes, porém como parte dos celíacos é assintomático não percebe o mal que o contato com o glúten está causando, somente nos exames de rotina que terá ciência das lesões.

 

3-      Por que nem todos os celíacos aceitam a existência da contaminação cruzada, seria negação?

Evitar a contaminação cruzada é uma batalha diária, muitos não aceitam e não enfrentam o desafio até mesmo por comodidade, acham “exagero” desnecessário. Alguns apresentam reações graves com a contaminação cruzada, entretanto outros permanecem assintomáticos, o que dificulta a adesão à vida sem glúten.

 

4-      Fui diagnosticada em 2012 e tratada dois anos por um gastro que não me falou da contaminação cruzada, adoeci muito em 2015 e por sorte encontrei um médico que me orientou de forma correta. Conversando com outros celíacos percebi q isso acontecia com uma certa frequência. Por que isso acontece, alguma ideia? Por que nem todos os médicos conhecem a Contaminaçao cruzada?

A Doença Celíaca é uma patologia pouco estudada durante o curso de medicina, geralmente é vista em uma única aula na pediatria e depois junto com outras diarreias na disciplina de gastroenterologia, por vezes a contaminação cruzada sequer é citada. Desconheço ambulatório específico nos hospitais públicos, precisamos de políticas públicas que ajudem a conscientizar profissionais da saúde e a população em geral.

 

5- Quais são os riscos pra a saúde de um celíaco que mora numa casa glutenada?

O celíaco que vive em casa glutinada está morando com o inimigo! Está constantemente exposto e contaminado. Imagine uma faca passando geleia em um pão e retornando ao pote, certamente fragmentos de pão ficarão aderidos nela, em seguida o celíaco com uma nova faca usa a mesma geleia para seu pão sem glúten, impossível que não haja contaminação. Eletrodomésticos também são fontes importantes de contaminação: torradeiras, liquidificadores, batedeiras, etc. Devemos destacar que a farinha utilizada no preparo dos alimentos permanece no ar durante 24 horas e assim contamina todo o ambiente ao seu redor. Se uma cozinheira estiver em contato direto com o glúten, amassando um pão, por exemplo, e em seguida pegar na porta da geladeira parte do glúten de suas mãos será transferido para a geladeira.

É importante lembrar que animais domésticos que convivem com o celíaco também precisam ingerir ração sem glúten, esses animais, além de carregarem o glúten em seu pelo espalhando pela casa, frequentemente lambem seus tutores.

 

6- Que sintomas um celíaco pode apresentar quando e contaminado?

Os celíacos apresentam sintomatologia muito diversa frente à contaminação, um mesmo paciente poderá comportar-se de maneira diferente exposto ao mesmo alimento. Os sintomas mais comuns são dor e distensão abdominal importante, diarreia ou constipação, lesões de pele, fadiga, dor nas articulações, flatulência, sensação de amortecimento no corpo. É importante lembramos que alguns são assintomáticos mesmo ingerindo glúten.

 

7-      No caso dos assintomáticos, é mais difícil conscientiza-los? Correm mais riscos que os sintomáticos?

Sim, com certeza! Muitos argumentam que não ficam mal ao ingerir o glúten desprezando as lesões intestinais que apresentam. Além disso, para eles é muito mais difícil saber quando e onde foram contaminados, esses pacientes devem ter muito mais atenção e cuidado com o que ingerem. Não existe grau de Doença Celíaca, o fato de não apresentar sintomas não significa que tenha uma forma leve da doença. Uma vez diagnosticado a restrição de glúten deve ser total.

 

8-      Recebemos muitos desabafos de celíacos os familiares no geral não acreditam nos efeitos nocivos da contaminação e fazem pouco caso, como proceder?

Um dos grandes desafios que os celíacos e profissionais de saúde enfrentam é em relação à conscientização dos familiares. Se não houver engajamento da família é muito difícil que tenhamos uma boa evolução da Doença Celíaca. Todos em casa têm que aderir a dieta o ideal é levá-los as consultas e as reuniões de associações de pacientes. A Acelbra faz um excelente trabalho e participar das reuniões é uma maneira de estar sempre atualizado em relação a cuidados e produtos seguros.  É importante que amigos e familiares tenham informações sobrea a doença, não insistem na exposição ao glúten por maldade e sim por ignorar as consequências.  Existem 5 coisas que o celíco gostaria muito que todos soubessem:

– Dieta para celíaco não é moda, não é uma opção.

– Só um pouquinho de glúten pode causar transtornos enormes.

– Há muita diferença entre alimento sem glúten e alimento seguro para celíaco.

– Contaminação cruzada não é frescura.

– Sua falta de respeito e empatia pode matá-lo.

 

9- Esses cuidados são para celíacos, Sensiveis ao glúten não celíacos?

Sim, hoje não distinção na dieta, porém, devemos lembrar que  a Sensibilidade ao glúten não celíaca ainda é pouco conhecida.

 

10- Por fim poderia deixar alguma mensagem pro celíaco que está bem, foi diagnosticado, mas esta bem de saúde? Falo isso porque eu não tive a sorte de saber sobre contaminação antes de adoecer, vale a pena cuidar não vale?

É muito mais fácil manter a saúde do que resgatá-la! Um celíaco exposto à contaminação acaba desenvolvendo complicações como osteoporose, infertilidade, deficiência de vitaminas e até mesmo câncer de intestino. A vida sem glúten é a única opção!

 

Danielle de Castro Kiatkoski, CRM 14254 Pr, é graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, especialista em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva pela Sociedade Brasileira de Endoscopia Per-oral. Desde o início da prática clínica se dedica ao estudo da Doença Celíaca e hoje esses pacientes representam grande parte do seu consultório. goo.gl/5MTqvd

Revisão:  Marilza Conceição

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Guria, cortei o glúten! https://incigap.com.br/guria-cortei-o-gluten/ Fri, 31 Aug 2018 15:27:10 +0000 http://incigap.com.br/?p=418 Mariana e Patrícia foram BFF durante todo o ensino fundamental, quando uma delas

mudou de cidade perderam o contato, e agora 15 anos depois, se encontraram numa dessas

lojas de produtos naturais sem glúten, lactose, etc. Mariana seguindo a tendência da moda

logo dispara orgulhosa:

– Guria, cortei o glúten!

Patrícia descobriu uma Doença Celíaca logo após sua primeira gestação. Qual a diferença entre elas?Mariana quer perder peso, ganhar disposição e seguindo a orientação da nutricionista fará uma dieta sem glúten por curto período. Já Patrícia não tem opção, tem uma doença auto-imune desencadeada pelo glúten. A ingestão de glúten mesmo que em pequenas quantidades leva a uma reação imunológica contra o próprio intestino delgado que causa lesões na mucosa e impedem a absorção de nutrientes. A Doença Celíaca é genética,geralmente aparece na infância quando se inicia a dieta com “papinhas”, mas pode surgir em qualquer idade. Os sintomas são muito variáveis e podem incluir dor abdominal, diarreia,anemia, distensão abdominal, abortos de repetição, infertilidade, irritabilidade, constipação,fadiga, etc.

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, como anticorpos antigliadina,antiendomísio e antitransglutaminas e que quando positivos sugerem Doença Celíaca, para a confirmação realiza-se biopsia de intestino delgado com vários fragmentos. O teste genético também pode ser utilizado.

O tratamento consiste na exclusão de alimentos que apresentem glúten: trigo, centeio,cevada e malte. Além do glúten que “enxergamos” deve-se prestar atenção a composição e processo de fabricação dos alimentos. Você sabia que vodca, achocolatados e até mesmo um simples cafezinho podem conter glúten? Ler rótulos é fundamental! Se você é celíaco não pode comer “só um pedacinho” do alimento com glúten, a dieta deve ser rigorosa e cheia de cuidados. Não pode usar a mesma frigideira de óleo para fritar alimentos com glúten, os mesmos talheres para manipular alimentos, torradeiras, liquidificadores, esponjas de lavar louça, etc. essas medidas evitam a famosa contaminação cruzada!

Por isso que quando vemos propagandas de restaurantes com opções sem glúten precisamos perguntar como o alimento foi processado, será que a cozinha está realmente preparada para produzir alimentos sem glúten? Esse cuidado não é frescura! O celíaco além de passar mal com a ingestão do glúten tem maior probabilidade de desenvolver câncer de intestino delgado se a dieta não for seguida rigorosamente. Hoje temos várias opções disponíveis no mercado, porém os produtos geralmente são caros e encontrados em lojas específicas, dificultando a vida do paciente celíaco.

Imaginem que celíacos levam suas refeições para o trabalho, festas, casas de amigos e até mesmo restaurantes. Em viagens devem estudar seu destino e não podem esquecer del evar snacks na mala de mão. Algumas companhias áreas oferecem refeição sem glúten se solicitados previamente, porém ainda são minoria. Em Curitiba já dispomos de opções gostosas e até mesmo um restaurante descolado onde glúten não entra. Na prática percebemos que o celíaco produz muito de seus alimentos em casa e vários sites podem ajudar:

www.glutenfree.pt,

www.semglutensemlactose.com,

www.specialgourmets.com,

HTTP://semglutenporfavor.blogspot.com.br.

Um bom acompanhamento de gastroenterologista e nutricionista é fundamental para evitar complicações futuras e orientar adequadamente a dieta.

Após terminarem suas compras Mariana e Patrícia foram tomar um café para colocaras novidades em dia. Mariana rapidamente pediu um café e um pão de queijo, enquanto Patrícia chama o gerente para saber se a cevada é misturada ao café e dispensa a bolachinha que acompanha a bebida. Ambas seguindo suas dietas sem glúten porém muito diferentes!

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